Sábado, 3 de Março de 2007
Poema de Miguel Torga
UM POEMA

Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...

URL: http://www.esec-tomas-cabreira.rcts.pt/sralg.app/poemassel.htm (acedido 03/03/2007)


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publicado por Roberto Rocha às 16:14
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Compre Os Bichos e satisfaça a sua curiosidade

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sinto-me: mama compra o Livro Os Bichos

publicado por Roberto Rocha às 10:21
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007
Reportagem sobre a vida de Miguel Torga e o Livro Os Bichos

Reportagem sobre a vida de Miguel Torga e o livro

Os Bichos.

Adolfo Correia da Rocha, que é conhecido por Miguel Torga, nasce em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes. Filho de gente do campo, não mais se desliga das origens, da família, do meio rural e da natureza que o circunda. Mesmo quando não referidos, estão sempre presentes o Pai, a Mãe, o professor primário Sr. Botelho, as fragas, as serranias, a magreza da terra, o suor para dela arrancar o pão, os próprios monumentos megalíticos em que a região é pródiga.

Entra no Seminário, de onde sai pouco depois, emigra para o Brasil em 1920,trabalha na fazenda do tio, é a dureza da "capinagem" do café. O tio apercebe-se das suas qualidades, paga-lhe ingresso e estudos no liceu de Leopoldina, onde os professores notam as suas capacidades.

Regressa a Portugal em 1925, entra da Faculdade de Medicina de Coimbra. Participa moderadamente na boémia coimbrã. Ainda estudante publica os seus primeiros livros, e com a ajuda financeira do tio brasileiro conclui a formatura em 1933.

Depois de concluir os estudos exerceu a profissão de Médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se em Coimbra em 1941. Também foi fundador de duas revistas, a revista Presença e a revista Manifesto.

A família é um dos pontos fulcrais da sua vida. O pai, com quem a comunicação se faz quase sem necessidade de palavras, é um dos fortes esteios da sua ternura, amor e respeito. “Cortei o cabelo ao meu pai e fiz-lhe a barba.” (...) “Foi sempre bonito, o velhote...” recorda os braços do pai pegando pela primeira vez na neta, recém nascida. O mesmo amor em poemas dedicados à mãe por sua mulher e filha um afecto profundo, também.

Uma parcela de arrogância, um certo distanciamento dos homens, timidez comum aos homens vindos dos meios humildes:

“Nem sempre escrevi que sou intransigente, duro, capaz de uma lógica que toca a desumanidade. (...) Nem sempre admiti que estava irritado com este camarada e aquele amigo. (...) A desgraça é que não me deixam estar só, pensar só, sentir só.”

O desejo de perfeição absoluta e de verdade:

“Que cada frase em vez de um habilidoso disfarce, fosse uma sedução (...) e um acto sem subterfúgios. Para tanto limpo-a escrupulosamente de todas as impurezas e ambiguidades.”

Não dá nada a ninguém, diz-se, imensas consultas gratuitas como médico, desmentem a atoarda. Não dispõe de recursos folgados, confidencia a alguns amigos, compreende-se, por motivos políticos, a sua mulher, Profª. Andrée Crabbé Rocha, é proibida de leccionar e, ao longo dos anos iniciais, altos são os custos editoriais do que publica.

A ideia da morte e da solidão acompanham-no permanentemente. Desde criança mantêm-se presentes no corpo e no espírito. Dos vinte e cinco poemas insertos no último volume do Diário, cerca de metade evocam-nas, não porque atinja já uma idade relativamente avançada ou sofra de doença incurável. Na casa dos quarenta e até antes, já o envolvem, não se traduzem em medo, mas no sentido do limite. Criança ainda, uma noite, sozinho, desamparado e perplexo, assiste à morte do avô. O que não será estranho à obsessão. No enterro de Afonso Duarte, ao fazer o elogio fúnebre afirma que a morte purifica os sentimentos. O homem é, por desgraça, uma solidão: “Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós”.

Viajante incansável por todo o país e estrangeiro, visita a China e a Índia já próximo dos oitenta anos. Pareço um doido a correr esta pátria e nem entende por quê tanta peregrinação.

Os monumentos entusiasmam-no, Os Jerónimos, a Batalha e Alcobaça têm sentido na Alma da nação, Mafra é uma estupidez que justifica uma punição aos reis doiros que fizeram construir o convento. Os monumentos paleolíticos fascinam-no. “Sou uma encruzilhadas de duas naturezas. De variadíssimas, dirá quem bem o conhece”.

Morre em 17 de Janeiro de 1995, enterrado em S. Martinho da Anta, junto dos pais e da irmã.

 

 

 

Prémios Recebidos: Jorge Amado considerá-lo-á acima dos prémios, inclusive do Nobel, para que é proposto em 1960. Sem êxito, possivelmente por interferências do poder de então, voltará a ser considerado uns anos mais tarde, não lhe tendo sido atribuído, como se sabe.

São-lhe entretanto atribuídos vários outros, em 1976 o "Prémio Internacional de Poesia" de Knokke-Heist e, alguns anos mais tarde, o "Prémio Montaigne", da Fundação Alemã F.V.S. Dos nacionais, entre outros, recebe em 1989 o "Prémio Camões", o "Prémio Personalidade do Ano" (1991) e, no ano seguinte, o prémio "Vida Literária" da Associação Portuguesa de Escritores, na sua primeira atribuição. Havia já recebido em 1969 o prémio literário "Diário de Notícias" e, em 1980, ex-aecquo com Carlos Drummond de Andrade, o "Prémio Morgado de Mateus", o ”Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, o ”Prémio Internacional da Poesia em 1977. A capacidade criadora de Miguel Torga manter-se-á até próximo da morte, que ocorrer em 1995.

 

Os Bichos

 

Os Bichos surgem em 1940, reeditado pouco depois, traduções sucessivas para variadíssimas línguas. Animais com sentir humano ou seres humanos vestidos de animais. Uma imagem de animais e homens, tudo numa argamassa de vida. O cão Nero, o Mago que era o gato, o Morgado que era o jerico, o Bambo que era o sapo, o Tenório que era o galo, o Jesus que era um menino muito bondoso e meigo,a Cega-Rega que era uma cigarra ,o Ladino que era um pardal,o Farrusco que era um Melro,o Miura que era um touro,o Vicente que era um corvo,a Madalena que era uma mulher muito fria,o Ramiro que era um jerico e o Senhor Nicolau. Os Bichos é uma das obras mais conhecidas e encontra-se traduzida em Espanhol, Francês, Inglês, Alemão, Romeno, Croata e em Japonês.

No conto muitos vêem o cume das suas qualidades como escritor.

Fontes para a realização da Reportagem:

URL: http://www.esec-gil-eanes.rcts.pt/crecursos/Actividades/LivroMes/Anterior/Janeiro2003/Janeiro03.htm 

Acedido(23/02/2007);

Fonte: As Tormentas

URL: http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Miguel+Torga

Acedido(08/02/2007);

 

sinto-me:

publicado por Roberto Rocha às 14:05
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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007
Autor e Obra selecionada.

O Escritor que escolhemos foi Miguel Torga e a Obra selecionada foi Os Bichos.


sinto-me: Alegre e Contente

publicado por Roberto Rocha às 16:17
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Entrevista a Miguel Torga

Fontes para a realização da entrevista:

Miguel Torga.IN Diciopédia 2006 (DVD-ROM). Porto Editora 2005  (Código ISBN:972-0-65260-8

Fonte: As Tormentas

URL: http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Miguel+Torga(Acedido a 08/02/2007)

 


sinto-me: CONTENTE
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publicado por Roberto Rocha às 10:23
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007
Membros da Equipa e Foto da Escola

Membros da Equipa:

Roberto Carlos (e-mail: rocharoberto@sapo.pt)

Alcindo Silva (e-mail: alcidosilva@sapo.pt)

Roberto Silva (e-mail: robertosilva7@sapo.pt)

Carlos Duarte (e-mail: carlosduarte71@sapo.pt)

Francisco Xavier (e-mail: franciscoxavier3@sapo.pt)

Foto da Escola:

Clicar na imagem para a aumentar

URL da Escola:http://www01.madeiraedu.pt/estabensino/ebsc/index.htm

Para ficares a saber mais sobre a ilha da Madeira  consulta o seguinte endereço:

URL: http://madeira.home.sapo.pt/

Para conheceres o nosso Concelho visita o seguinte endereço:

URL: http://www.cm-calheta-madeira.com/

 

sinto-me: Alegre

publicado por Roberto Rocha às 11:54
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007
Miguel Torga

Miguel Torga

 

Escritor português natural, de São Martinho de Anta, Vila Real. Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, feita de árduo trabalho contínuo. Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, trabalhando como apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino Liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.

Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca a Sinal, de que sairia apenas um número. Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve.

Miguel Torga foi considerado como Contista Exímio, Romancista, Ensaísta, Dramaturgo.

Miguel Torga escreveu os seguintes trabalhos:

(Poesia)

·        1928 – Ansiedade;

·        1930 – Rampa;

·        1931 – Tributo;

·        1932 - Abismo;

·        1936 - O Outro Livro de Job;

·        1943 – Lamentação;

·        1944 – Libertação;

·        1946 – Odes;

·        1948 - Nihil Sibi;

·        1950 - Cântico do Homem;

·        1952 - Alguns Poemas Ibéricos;

·        1954 - Penas do Purgatório;

·        1958 - Orfeu Rebelde;

·        1962 - Câmara Ardente;

·        1965 - Poemas Ibéricos;

 

(Ficção)

 

·        1931 - Pão Ázimo;

·        1931 - Criação do Mundo;

·        1934 - A Terceira Voz;

·        1937 - Os Dois Primeiros Dias;

·        1938 - O Terceiro Dia da Criação do Mundo;

·        1939 - O Quarto Dia da Criação do Mundo;

·        1940 – Bichos;

·        1941 - Contos da Montanha;

·        1942 – Rua;

·        1943 - O Senhor Ventura;

·        1944 - Novos Contos da Montanha;

·        1945 – Vindima;

·        1951 - Pedras Lavradas;

·        1974 - O Quinto Dia da Criação do Mundo;

·        1976 - Fogo Preso;

·        1981 - O Sexto Dia da Criação do Mundo;

 

(Peças de Teatro)

 

·        1941 - Terra Firme e Mar;

·        1947 – Sinfonia;

·        1949 - O Paraíso;

·        1950 – Portugal;

·        1955 - Traço de União;

 

Os seus livros estão traduzidos para diversas línguas, Espanhol, Francês, Inglês, Alemão, Chinês, Japonês, Croata, Romeno, Norueguês, Sueco, Holandês, Búlgaro.

Fonte: As tormentas

Url: http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Miguel+Torga; (Acedido a 08/02/2007);

Fonte: Wikipédia

Url: http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Torga#column-one

(Acedido a 08/02/2007);


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publicado por Roberto Rocha às 14:34
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